Desde o ano passado, quando voltou a treinar uma equipe após seu período sabático, Tite implantou no Corinthians um sistema até então inédito no clube, o 4-1-4-1.
Conhecendo a maioria dos jogadores, o técnico já chegou no primeiro dia de pré-temporada sabendo o que cada um faria no novo esquema.
E apesar de algumas perdas no meio do ano, o técnico conseguiu transformar aquele time no melhor do país, e ganhar com sobras o Brasileirão.
Para esse ano, 6 saídas de peso, o elenco enfraqueceu bastante, principalmente com as saídas de Jadson e Renato Augusto, os dois melhores daquela campanha.
Muita coisa mudou desde então, menos o 4-1-4-1.
A defesa continua sólida e é ela quem começa as jogadas. Principalmente com a saída pelo lado direito com Fagner, é ele a principal arma para sair jogando quando o adversário avança a marcação.
O time de Tite cria triângulos em todos os setores, para oferecer pelo menos duas opções de passe para quem tem a bola.
Uendel pelo lado esquerdo também dá boas opções quando vai ao ataque, principalmente quando entra em diagonal, diferente de Fagner que busca mais o fundo.
Pelo meio, Bruno Henrique qualifica a saída de bola, desarma bem (muito menos que Ralf, diga-se) e tem boa chegada do ataque, com chutes de média distância e passes em profundidade.
A segunda linha de 4, pela direita tem Giovanni Augusto, que é o "Jadson" de 2016, mas com características diferentes. Ele arma bem pelo lado, infiltra, centraliza às costas dos volantes para armar, e ainda carrega bem a bola.
Ao seu lado tem Elias, que no Brasil é quem melhor faz o "volante moderno", como muitos falam na imprensa. Aquele que marca, arma e chega ao ataque. Por característica própria, o camisa 7 infiltra como nenhum nas defesas e contribui com gols e assistências.
O outro meia mais centralizado é Guilherme. Pouco habituado ao setor, ele tem encontrado dificuldades para jogar no setor que era de Renato Augusto. Ele funciona melhor jogando mais próximo ao atacante, porém, Tite tem insistido nele e conta com a evolução. Por performance, Rodriguinho foi quem melhor jogou atuando desta forma, buscando a bola desde os zagueiros, criando e finalizando as jogadas.
Pela esquerda, o jovem Lucca tem sido uma ótima opção para arrancar com a bola e chegar em diagonal para finalizar. É um dos melhores jogadores do time e se resolver os problemas com a direção, deve manter a posição.
Na frente, André é quem mais tem atuado como centroavante. Mostra vontade, raça, mas qualidade técnica tem faltado um pouco ao camisa 9. Luciano vem entrando, jogando bem, mas ainda faltam os gols para ganhar a vaga.
Fato é que o Corinthians tem uma maneira definida de atuar, um padrão. E este padrão se mantém, mesmo com a mudança constante de nomes, de peças.
Este fato podem atribuir ao comandante, que não à toa, é pedido por tantos no comando da seleção.
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